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Discurso de posse do Sr. Osório Duque Estrada

Com efeito toda a obra literária, pedagógica, jornalística e panfletária de Sílvio acusa e denuncia o intuito prático de encaminhar o povo brasileiro para a conquista dos seus ideais.
Não afirmo que houvesse acertado sempre, ao indicar os nossos males e ao apontar simultaneamente a medicina heróica do tratamento; afirmo apenas que consumiu mais de quarenta anos em repetir esse clamor patriótico, levantando no mesmo deserto em que ainda hoje se perde, com todas as suas advertências de prédica e de apostolado, a palavra formosa e sempre inspirada de Alberto Torres.
E é sempre assim: são, em nossa terra, os avisos patrióticos e desinteressados os que mais se desestimam, e os conselhos salutares e prudentes os que menos se têm por bons, ainda quando entendem diretamente com a mantença da nossa integridade. Conhecemos de sobra os nossos desatinos, mas vamos adiando sempre o remédio, para quando, talvez, não teremos mais tempo de os reparar. Parece que abnegamos, de todo, o patriotismo e o dever.
De Sílvio, porém, não se dirá que não soube prever, advertir e aconselhar. Nunca deixou de dizer bem rudemente a verdade; nunca forcejou por encontrar adjetivos açacalados para iludir ou dissimular a ignávia dos nossos costumes. Admira só que fizesse tão pouco fruto a semente tão largamente espalhada por esse espírito genuinamente representativo da nossa terra e no qual estuavam todas as energias indomáveis da natureza brasileira, onde, como já dizia José Bonifácio, na pedra isolada do vale, como no píncaro agreste da serrania, por toda parte Deus estampou o verbo eterno da liberdade antes de gravá-lo na consciência do homem.
Só nas Provocações e debates consagrou 56 páginas ao “Alemanismo no Sul do Brasil” – capítulo publicado em janeiro de 1908, isto é, quase nove anos antes da Grande Guerra, por um escritor que na Alemanha nunca teria sido preso como espia, e a quem a paixão pela cultura germânica havia granjeado o epíteto de teuto-sergipano.
E que páginas magistrais! Que copiosa argumentação! Que lógica irresistível! Que concretização de fatos! Que amontoado de provas! Que esmagadora eloqüência!
Mas ninguém o quis ouvir até hoje, porque, como ele mesmo o disse, numa frase sintética e ao mesmo tempo pinturesca e feliz, “é quase impossível falar a homens que dançam”.
***
Eis, em síntese, meus senhores, a significação do papel representado por Sílvio Romero, e a caracterização da sua personalidade literária no movimento mental da nossa terra durante os quarenta e seis anos em que se desenvolveu a sua prodigiosa atividade de publicista. Aí, fio que serão eternos e não caducos os mais belos e mais sazonados frutos do seu espírito.
A obra esplêndida que nos legou (a nós e ao Brasil) é um espelho da sua vida, que resplandece toda de uma grande beleza moral. Sílvio é um escritor que se pode combater e criticar; mas é um lutador que se respeita, uma inteligência que se admira, uma memória que se venera, um exemplo que deve ser imitado, um esforço e uma atividade que merecem ser glorificados, porque promanam das mais altas virtudes que inspiram a conduta dos sábios e pensadores; o desinteresse, a renúncia, o patriotismo e o amor dos grandes ideais.

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Imperador Dom Pedro II e Imperatriz Tereza Cristina

Fonte: Museu Imperial

A História do Hino Nacional Brasileiro

A Lei 5.700 1 de Set. 1971

"Do respeito devido à Bandeira Nacional e ao Hino Nacional

Art . 30. Nas cerimônias de hasteamento ou arriamento, nas ocasiões em que a Bandeira se apresentar em marcha ou cortejo, assim como durante a execução do Hino Nacional, todos devem tomar atitude de respeito, de pé e em silêncio, o civis do sexo masculino com a cabeça descoberta e os militares em continência, segundo os regulamentos das respectivas corporações.

Parágrafo único. É vedada qualquer outra forma de saudação." Leia Mais

Você sabe o hino da cidade de Frutal-MG

 

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Pensamentos
 
 
"A pátria não é ninguém: são todos; e cada qual tem no seio dela o mesmo direito à idéia, à palavra, à associação. A pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo: é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. Os que servem são os que não invejam, os que não infamam, os que não conspiram, os que não sublevam, os que não desalentam, os que não emudecem, os que não se acobardam, mas resistem, mas ensinam, mas esforçam, mas pacificam, mas discutem, mas praticam a justiça, a admiração, o entusiasmo. Porque todos os sentimentos grandes são benignos, e residem originariamente no amor. No próprio patriotismo armado, o mais difícil da vocação, e a sua dignidade, não está no matar, mas no morrer. A guerra legitimamente, não pode ser o extermínio, nem a ambição: é simplesmente a defesa. Além desses limites, seria um flagelo bárbaro, que o patriotismo repudia."
 
Rui, Colégio Anchieta. Nova Friburgo, RJ
 
Obras Completas de Rui Barbosa.
V. 30, t. 1, 1903. p. 360
 

 

 
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